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Graças à omissão pecaminosa – porquanto, intencional dos Deputados Federais e Senadores que têm integrado o Congresso Nacional ao longo dos últimos 20 anos, a partir da promulgação da Constituição Federal que aí está, plena de vícios e casuísmos, a Reforma Política de que o Brasil tanto necessita para pôr fim à orgia eleitoral e partidária que tem marcado a vida pública do país, mais esta vez, vamos ter eleições sem que o Povo – que é a peça principal da engrenagem, participe de forma autenticamente democrática, pois que, como de outras vezes, os eleitores estão sendo convocados para votar em candidatos escolhidos, a dedo e, ao sabor das conveniências pessoais das cúpulas partidárias, sem a mínima participação, sequer, das militâncias partidárias que continuam sem vez, sem voz e sem direito a voto na hora das escolhas dos respectivos candidatos. Mais esta vez, vamos ter que conviver com o instituto espúrio e ante-renovatório da reeleição, pois, a quase totalidade dos Prefeitos e Vereadores que estão no exercício do Poder, concorrem às eleições em busca de um novo mandato. Quem é e/ou está Prefeito pela primeira vez, luta por um segundo mandato. Outros, que já exerceram por diversas vezes a função, após um interregno de 4 anos, lutam por um novo mandato. A propósito, nos Estados Unidos – onde o sistema político é mais democrático e cada Partido só escolhe candidatos a cargos executivos após manifestações expressas das ruas -, o ex- Presidente Bill Clinton só não foi candidato a um terceiro mandato, porquanto, já tinha sido eleito e reeleito anteriormente. Por isso sua mulher, a Senadora Hilari Clinton foi candidata e, após perder a indicação para o Senador Obama, rendeu-se a essa decisão, e, juntamente com o Ex-Presidente participam, ativamente, da campanha eleitoral mais importante e que mais repercute na vida política e econômica de todos os países do continente. Belo exemplo de democracia, com clara e transparente participação popular! Aqui, ao contrário, hoje como antes, vamos ter candidatos a Vereador concorrendo a uma 5ª ou 6ª reeleição sem nenhuma consulta prévia às ruas! Nem mesmo as respectivas militâncias partidárias são chamadas a opinar! Nada contra a pessoa dos candidatos! Nada contra, também, às pessoas dos que integram as cúpulas partidárias! Afinal, eles agem em absoluta conformidade com as Legislações Eleitoral e Partidária vigentes!. Estas, sim, ante-democráticas e de natureza canalha, porquanto, enganadoras e estimuladoras das práticas venais que fazem com que, da noite para o dia, uma simples canetada, de uma Comissão Provisória Estadual, destitua do Poder os dirigentes municipais, também provisórios, dos respectivos Partidos. Ainda por cima, permitem que tais Comissões Executivas Municipais Provisórias lancem candidatos às Prefeituras e às Câmaras Municipais! Mais esta vez, somos forçados a conviver com situações estranhas e abomináveis de termos candidatos a Vereador com 3, 4 e 5 mil votos, perdendo a eleição para outros, de outros Partidos, com pouco mais de 1.500 votos! Também, pudera! Temos Senadores com zero votos e Deputados Federais que foram eleitos com 200 e poucos votos apenas! Tudo isso em razão da existência, entre nós, do sistema de eleições proporcionais para os cargos do Poder Legislativo onde os mais votados nem sempre são os que se elegem. Vale dizer; mais esta vez, estamos diante de uma farsa eleitoral da qual, por força do voto obrigatório, querendo ou não, vamos ter que participar. Tudo isso e muito mais, porque o Congresso Nacional, venal e omisso, onde muitos se revelaram “vampiros”, não se dignou a fazer a reforma política e, a bem da verdade, não a fez porque não quis, já que, via de regra, só faz o que mandam os umbigos e bolsos da esmagadora maioria dos Deputados Federais e Senadores que o integram! O ideal seria que ao TSE – em parceria com a sociedade civil organizada – fosse entregue essa importante tarefa! Afinal, não é justo que os inscritos para o concurso público elaborem – eles mesmos – as questões das provas a que terão que se submeter!

LUIZ ABRAHÃO SEFAIR

Às 2:20hs da madrugada do dia 22/11/1985, foi aprovada, por maioria de dois terços, a Emenda Constitucional de nº 43 que propunha a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte Congressual e não exclusiva! Foi cometida, então, a primeira traição ao Povo brasileiro por parte do 1º Governo da Nova República, já no 9º mês do comando do Presidente José Sarney (PMDB)! Graças a isso, os Deputados Federais e Senadores de então, elaboraram – sozinhos, porquanto, sem participação popular – a CONSTITUIÇÃO FEDERAL que aí está e que foi votada e aprovada em 05 de outubro de 1988! Com isso, teve início o processo de desmoralização das nossas instituições que atinge, hoje, o seu ponto culminante! A recente decisão por parte do STF, por exemplo, autorizando o registro de candidatos indiciados, criminalmente, e, portanto, com ficha suja, embora seja contrária aos princípios da moralidade e da ética, é legal e está baseada na LEI COMPLEMENTAR 64/90 - que trata das inelegibilidades e que diz, textualmente, num dos seus artigos que todos os cidadãos e cidadãs podem ser candidatos - até mesmo os que estejam indiciados criminalmente -, desde que ainda não tenham sido julgados e condenados em última instância, com sentença transitada em julgado. Como sabemos, o Movimento Tiradentes – nascido aqui em Juiz de Fora, por iniciativa feliz do Juiz aposentado – Dr. Marco Aurélio Lyrio Reis – se mobiliza desde 07/09/07, para tentar alterar, através de Projeto de Lei específico, de iniciativa popular, essa malfadada LEI e já conta com o apoio irrestrito de importantes entidades do Brasil inteiro. Em breve deverá ter início o processo de coleta de assinaturas da população. Serão necessárias cerca de 1.300.000 assinaturas, em, pelo menos 05 Estados da Federação! Ora, nos termos constitucionais, Projetos de iniciativa popular são encaminhados ao Congresso Nacional que tem o dever de apreciá-los e votá-los, prioritariamente. Pois bem! Estamos diante de um Congresso, majoritariamente espúrio, venal, corporativista e apátrida! Cerca de mais de 200 dos parlamentares que o integram, entre Deputados Federais e Senadores, estão processados criminalmente e têm, portanto, ficha suja! Não fossem tão corporativistas – vale dizer: comprometidos, uns com os outros e/ou com rabo preso em alguma gaveta! -, bastaria que um único parlamentar – da Câmara dos Deputados e/ou do Senado - tomasse a iniciativa de colher as assinaturas necessárias junto a seus pares objetivando a apresentação de um Projeto de Lei específico propondo as alterações na referida LEI 64/90. O Deputado Federal ou Senador que tiver a coragem cívica de assumir essa luta, de peito aberto e for às últimas conseqüências até conseguir a sua aprovação, estará defendendo uma causa nobre que tem tudo a ver com a reconstrução moral e ética do Brasil que, como sabemos, começa pela renovação ampla, geral e irrestrita do Congresso Nacional em 2010! Há que se colocar uma tranca na porta de entrada da vida pública para que os bandidos fiquem, sempre, do lado de fora! A Nação exige que a proposta surja através da iniciativa de um parlamentar sério e independente ( deve ter alguém assim por lá! ) e que tramite em regime de urgência urgentíssima! Que ajam, pois, com a mesma astúcia e rapidez com que o fazem quando se trata de propor reajustes para os seus próprios salários e outros privilégios!

LUIZ ABRAHÃO SEFAIR

Na simpática e acolhedora cidade de Bom Jesus de Itabapoana, nada menos do que 20.821 eleitores, representando cerca de 89,23% de todos os votantes, disse NÃO a todos os candidatos, mas, em especial ao Prefeito que concorria à reeleição e não correspondia às expectativas! Ora, apesar de termos uma Legislação Eleitoral plena de falhas e de vícios, nela está estabelecido que, quando mais de 50 % do eleitorado que comparece às urnas opta por anular o voto, o TRE determina a anulação do pleito e convoca outra eleição da qual, necessariamente, os candidatos rejeitados não poderão participar. Sem sobra de dúvidas, bastaria que a Justiça Eleitoral, no curso do horário de propaganda eleitoral gratuito, fizesse esse esclarecimento e o que aconteceu nesta pequena cidade fluminense, por certo, já teria acontecido há mais tempo em centenas de outras cidades brasileiras, inclusive em Juiz de Fora onde, como sabemos, quase sempre, muitos são os eleitores que, diante de duas candidaturas que não lhes satisfazem às exigências, acabam votando em um candidato por exclusão. Vale dizer: vota em um dos candidatos, não por considerá-lo o ideal para aquele momento, mas, basicamente, por reconhecer no outro mais valores negativos. Em geral, consideram ambos os candidatos ruins, mas, optam por votar naquele que, por uma ou outra razão, entendem de considerar menos ruim! Ora, não comparecer às urnas para se manifestar, comparecer e votar em branco ou comparecer e votar no candidato menos ruim, a bem da verdade, constitui suicídio de cidadania! Não ajuda a cidade e, ainda por cima, atrapalha! Pelo menos, por mais quatro anos! Logo, se todas as pessoas inscritas como eleitoras, fossem informadas e esclarecidas sobre isso, nas cidades onde nenhum dos candidatos – na visão da maioria do eleitorado -, prestasse, o mais correto seria que o eleitor manifestasse o seu repúdio através do voto nulo, desde que essa manifestação pudesse resultar na anulação do pleito como ocorreu nessa cidade. Não só a Justiça Eleitoral, mas, em especial todos os órgãos de comunicação social, notadamente, as emissoras de rádio, televisão, jornais e revistas impressos, deveriam fazer uma campanha de esclarecimento ao eleitor nesse sentido. As escolas e demais entidades também! Afinal, o exercício da cidadania através do ato de votar há que ser considerado, por todos, um dever cívico que honra e dignifica quem o pratica. No entanto, os eleitores com mais de 70 anos de idade e os que têm 16 e ainda não completaram 18, não são obrigados a votar! Entre estes, por descrença, em face do comportamento prático e venal da esmagadora maioria dos políticos brasileiros que têm estado no exercício do Poder ao longo dos últimos 20 anos, muitos têm preferido não comparecer às urnas na crença, vã, tola e inútil, de que o Brasil não tem mais jeito, posto que, muitos dos eleitos, revelados bandidos por conta das muitas falcatruas que patrocinam, acabam sendo premiados com o troféu da impunidade! Que a bela lição de cidadania dada pelos cultos e politizados eleitores de Bom Jesus de Itabapoana, seja, então, um sinal de alerta para todos os Partidos Políticos e que o TSE consiga tirar dela o melhor proveito em favor de todos nós brasileiros! E que, em casos de anulação do pleito, sejam permitidas candidaturas avulsas como ocorria na década de 60!

LUIZ ABRAHÃO SEFAIR

A partir desta vez, “não dê mais murro em ponta de faca” e, nem tampouco, tiro no próprio pé! Ou seja: não anule o voto, não vote em branco e nem se omita viajando ou ficando em casa no dia da eleição só para não ter que votar em alguém! Essa de não querer se envolver, é coisa de Pilatos que, covardemente, lavou as mãos e deixou JESUS entregue à Sua própria sorte, nas mãos dos soldados! Seja, portanto, um cidadão ou uma cidadã de primeira classe! Vale dizer: seja patriota na hora de exercer a sua cidadania! Logo, junto com o direito de votar, exerça o seu irrecusável dever de votar direito, fazendo do seu voto uma arma de defesa pessoal contra os políticos de índole bandida que, no exercício do Poder, se revelam pessoas desonestas e de índole “vampira”que aí estão sugando os cofres da Nação, impunemente! Para tanto, antes de decidir o destino do seu valioso voto, procure conhecer a história de vida do candidato em quem você está desejoso de votar! Lembre-se: “é melhor prevenir do que remediar!” Vale dizer: devemos colocar a tranca na porta de entrada da nossa casa, antes, para que o ladrão fique, sempre, do lado de fora! Até porque, na vida pública do Brasil, tem sido assim: depois que o ladrão entra, assalta o cofre público e leva tudo o que tinha dentro dele, tratam logo de criar CPIs! Isso, como temos visto, nada mais é do que mero jogo de cena que, entre nós, tem formato e sabor de pizza sem tempero posto que, no final, quase sempre, não dá em nada! Também, pudera! Tem tanta gente com rabo preso nas gavetas do Poder! Além do mais, “chorar pelo leite derramado” depois que o leiteiro já colocou muita água nele, não funciona, e, por isso mesmo, não dá certo. Ninguém merece! ÚLTIMO CONSELHO: ao analisar a história de vida do candidato da sua simpatia pessoal, só vote nele se você constatar que ele tem uma vida pontilhada por atitudes honestas e decentes. Uma vida de lutas que tenha as marcas da Seriedade, da Experiência, da Fidelidade a princípios éticos, do Amor ao trabalho produtivo, da Integridade moral, da Responsabilidade no agir e do respeito ao seus semelhantes. Neste caso, não se limite a apenas votar nele! Faça com que outras pessoas do seu convívio pessoal – dentro e/ou fora da família - compartilhem votando nele! Apesar das agruras e das frustrações por que temos passado, o Brasil tem jeito sim! Sabe por que? Muito simples! Nós somos um país com dimensões continentais e somos um Povo criativo, inteligente e versátil! Somos, portanto, muito maior do que a boca de entrada da cratera em que querem nos jogar!

LUIZ SEFAIR

JUSTIÇA INJUSTA!

Sempre entendi que um dos mais graves erros que todos os governos praticam, é o de tratar igualmente pessoas e situações desiguais. Exemplos maiores dessa triste realidade, são as questões relacionadas com os salários pagos aos profissionais do ensinar e, por extensão, aos que são pagos à maioria dos demais assalariados do país, tanto os do setor público, quanto os da iniciativa privada. Cerca de 90% dos aposentados – os que trabalharam 30 ou 35 anos! - estes, coitados, além de injustiçados, ainda são humilhados  e desrespeitados pelo Poder Público que insiste em excluí-los do rol dos brasileiros que se esforçaram em favor da Pátria. No mais das vezes, são tratados como seres descartáveis, e, portanto, inúteis! Vale dizer: os trabalhadores mais bem preparados, mais competentes, mais sérios e mais responsáveis, em geral, recebem como contra-prestação dos serviços prestados, exatamente o mesmo salário que é pago àqueles que, embora portadores da mesma qualificação profissional, não desempenham suas atividades laborais com o mesmo senso da responsabilidade profissional, não têm a mesma eficiência e o resultado dos seus respectivos deveres funcionais não alcançam a mesma eficácia. Ora, nada mais desestimulante para um trabalhador competente, responsável, que cumpre com os seus deveres funcionais com seriedade e zelo, com respeito absoluto aos valores morais e éticos, do que saber que um colega de profissão, por força da Lei, mesmo sendo relapso, irresponsável e inútil, recebe, ao final do mês, o mesmo valor, os mesmos benefícios e as mesmas recompensas. Nestes casos, como em muitíssimos outros, a justiça é injusta, pois, nunca está presente. Incrível! Nossos legisladores, quando da elaboração do Código Penal e do Código de Processo Penal – e da própria Constituição Federal, como um todo , cometeram o mesmo erro e, por conta disso, nossas autoridades judiciais acabam cometendo clamorosas falhas quando, à luz da Lei, têm que tomar decisões e proferir sentenças sob os olhares críticos de toda a sociedade que, no mais das vezes, não tem conhecimento das causas. Exemplo claro dessa triste realidade – para citar apenas um, e, talvez, o mais grave! -, é o caso do Senhor Paulo Maluf que, há mais de 25 anos tem sido, repetidamente, acusado de crimes contra os cofres públicos, lavagem de dinheiro, remessa de dinheiro público para o exterior de forma ilegal, entre outros e que, há menos de um ano, chegou a ser preso, juntamente com um dos seus filhos – e comparsa! -, durante cerca de 40 dias, e, mesmo não tendo conseguido provar sua inocência em nenhum dos crimes que originaram a prisão, foi solto e, com base na pecaminosa fragilidade da Legislação Eleitoral, pôde concorrer às eleições em outubro de 2006 e, graças aos mais de 500 mil eleitores irresponsáveis e apátridas que lhe votaram, integra, mais esta vez, o Castelo Nacional dos Vampiros que, em outros bons e saudosos tempos, atendia pelo nome apropriado de Congresso Nacional onde, apesar dos Maluf, dos Jader Barbalho, dos Waldemar Costa Netto, dos Renans Calheiros e tantos outros – seus iguais! -, por certo, ainda devem atuar cerca de 20% de parlamentares ilustres, probos o que – pasmem ! – representa apenas pouco mais de 100 de um total de quase 600 parlamentares. Diante desse quadro desolador, que tal se começassem a fazer JUSTIÇA neste país tratando bandido como bandido e mocinho como mocinho? Que tal se os acusados por crimes de corrupção, fossem julgados, sumariamente e, em caso de condenação, ficassem impedidos, para sempre, de concorrer a quaisquer eleições. Desde síndico de prédio ou Presidente de SPM, até Presidente da República? Não seria isso um bom e eficiente princípio da faxina geral de que tanto necessitamos?

LUIZ ABRAHÃO SEFAIR

Soube, pela Imprensa, que o V.Exa., caro Deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), acaba de abrir uma licitação para contratar serviços de engraxataria para a Câmara dos Deputados e que o respectivo custo desse serviço será de R$3.125 milhões por 12 meses. Ora, serão despendidos cerca de R$261 mil por mês ou, cerca de R$8.400 mil por dia! A novidade, segundo consta, tem como objetivo manter os sapatos dos Senhores Deputados e Senadores, sempre bem brilhosos. Pois bem! Nos anais do Congresso Nacional estão registrados todos os meus passos durante todo o curto,mas, fértil período de 2 anos e 6 meses do mandato que se encerrou na data de 13/05/1986. Em 22/11/1984, por exemplo, em veemente pronunciamento que fiz da Tribuna, protestei contra o pagamento de um JETON aos Deputados e Senadores membros do Colégio Eleitoral que iria eleger, em 15/01/1985, o Presidente da República e o respectivo Vice. Pois bem! Graças a esse protesto – que teve intensa repercussão junto aos próprios funcionários da Casa -, o então Senador Moacyr Dalla, na condição de Presidente do Congresso Nacional, em reunião extraordinária datada de 05/12/84, entendeu de revogar a sua própria decisão anterior e os referidos JETONS, em vista disso, despencaram de R$2.969,321,70 para cerca de R$44 mil que era o valor de uma reunião Extraordinária. Na data de 22/11/85, em sinal de protesto contra a decisão do então Presidente José Sarney – com o respaldo majoritário da Bancada do meu Partido de então, o PMDB -, tive o grato prazer de fazer declaração escrita de voto contrário à Emenda Constitucional de nº 43 que propunha a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte Congressual e não exclusiva. Vossa Excelência poderá verificar às páginas 2333 do respectivo Diário do Congresso Nacional a íntegra desse meu voto com as justificativas necessárias. Neste caso, no entanto, não consegui o mesmo êxito, pois, a Emenda foi aprovada e, graças a isso, nasceu, em 05/10/2005, a mais apequenada CARTA MAGNA da história republicana deste país que atende pela alcunha de Constituição Federal. Em vista do exposto, caro Senhor Presidente, como cidadão brasileiro, em dia com o pagamento dos impostos, tomo a liberdade de sugerir-lhe, com especial respeito, que, após refletir sobre a questão em tela, resolva, nos termos regimentais, REVOGAR a decisão anterior de V.Exa. com o que, por certo, se evitará o gasto supérfluo representado pela implantação de um serviço tão desnecessário quanto inoportuno e, portanto, tão descabido. Até porque, os Deputados Federais e Senadores, estando em Brasília, não têm como sujar os próprios sapatos com poeira ou barro. Afinal, o mar de lama – podre e infecta – em que se transformou a vida pública brasileira, graças aos desmandos gerados pela insensatez e falta de espírito público patriótico por parte da esmagadora maioria dos agentes políticos eleitos e/ou reeleitos, é de natureza abstrata. Logo, não tem poder para sujar os sapatos dos principais responsáveis por essa transformação que, por conta disso, já estão com a alma e o caráter totalmente impregnados de manchas morais e éticas e uma engraxataria luxuosa como a que está anunciada, só vai servir para aumentar e realçar essa sujeira que precisa urgentemente ser removida. Não pelo brilho dos sapatos de cromo alemão dos lord’s brasileiros, mas, pela mudança de comportamento por parte daqueles que têm contribuído, através de sua atuação imprópria para que o Congresso Nacional se tornasse merecedor do apelido que as ruas lhe dão de “Castelo da Vampiragem Nacional”. Acorda, caro Senhor Presidente! O Brasil vai mal das pernas e um corte drástico nos gastos públicos com a eliminação do desperdício pode ser o primeiro grande passo para a recuperação da credibilidade perdida. Para tanto, no entanto, ao invés de mais privilégios para a classe política, temos é que eliminar os muitos já existentes.

LUIZ ABRAHÃO SEFAIR

Evangélicos e evangélicos; católicos e católicos; políticos e políticos; médicos e médicos; advogados e advogados; juízes e juízes; promotores de justiça e promotores de justiça; policiais e policiais; servidor público e servidor público; emissoras de TV e emissoras de TV, etc, etc, etc, ( mil etcs! ). Se não somos iguais, uns aos outros, não é correto e nem justo julgarmos todas as pessoas de um determinado grupamento social em função dos erros e/ou acertos praticados por uma ou mais pessoas desse mesmo segmento. O episódio envolvendo o casal de Pastores da Igreja Evangélica Renascer, por exemplo, merece ser condenado por todos os homens e mulheres de bem de todos os setores da sociedade, indistintamente! Todavia, o fato e o envolvimento do casal, em si, por uma questão de justiça, não pode significar que todos os membros dessa Igreja – e de tantas outras – sejam capazes de praticar atos semelhantes aos praticados por aqueles dois infelizes espertalhões. De igual forma, não é justo que queiram estender a todos os Padres da Igreja Católica a pecha de homens de caráter sujo pelo simples fato de alguns ou muitos deles estarem sendo acusados de práticas pedófilas e/ou outras da mesma linhagem. Nem se deve julgar todos os Pastores das Igrejas Evangélicas como sendo da mesma laia daqueles deputados-evangélicos que foram flagrados transportando dinheiro na cueca. Ora, se alguns ou muitos juízes são capazes de vender sentenças com o objetivo de se locupletarem com ganhos financeiros fáceis, cometem grave erro de avaliação aqueles que generalizam e passam a afirmar serem todos os juízes iguais entre si e capazes, portanto, das mesmas ilicitudes. Os dedos das mãos e suas respectivas impressões digitais por acaso são iguais? Serão bandidos todos os moradores das favelas, só porque alguns deles estão envolvidos com tráfico de drogas e outros tipos de crime? É certo que não! Logo, temos que tomar muito cuidado com a crítica e, em hipótese alguma, devemos conceituar de bandida toda uma comunidade só porque alguns ou muitos dos seus membros resolveram caminhar pelos caminhos tortuosos e condenáveis do crime seja ele organizado ou não. Afinal, se não é correto e nem justo que alguém pratique qualquer tipo de crime, de natureza leve ou grave, também não agimos corretamente quando, nivelando por baixo, resolvemos julgar todos por uns!

LUIZ ABRAHÃO SEFAIR

Nossa vida é um Dom divino que, no mais das vezes, não nos dispomos a usar de forma adequada objetivando preservar-lhe, não o tempo, porquanto, este pertence a Deus – o criador de tudo e de todos! -, mas, a saúde, vista esta, no seu sentido mais amplo. A saúde física e orgânica, por exemplo, nós a preservamos com uma boa alimentação, com exercícios físicos orientados e diários, planejamento das nossas ações – na família, nos estudos, no trabalho, enfim, em nossas casas ou fora delas! A SAÚDE MORAL E ÉTICA, nós a preservamos através dos nossos atos, do nosso comportamento diário, na vida familiar e na vida em sociedade. Já a saúde financeira depende de sabermos exercer o governo da nossa vida estabelecendo prioridades e evitando, ao máximo, os gastos supérfluos que dão despesas totais e nenhum retorno. Logo, se formos descuidados, em algum momento e agirmos como se fôssemos imbecis, o tropeço pode ser fatal, pois, em quaisquer dessas circunstâncias, nossa saúde ficará debilitada e os riscos de sermos atacados pelo sofrimento causado pela falência múltipla dos órgãos, será inevitável! Por força do hábito, quase sempre agimos por emoção, somos atacados de cegueira momentânea e ficamos impossibilitados de enxergar o óbvio. Vale dizer: fazemos o que é errado e só nos damos conta disso pouco ou muito tempo depois! A partir daí, quando ainda estamos mentalmente sadios, nos pomos a chorar o leite derramado esquecidos de que o choro não adianta e não resolve o problema criado pela vaidade, pelo egoísmo e pela inveja que, quase sempre, nos conduzem ao orgulho, à arrogância e à mentira. MORAL DA HISTÓRIA: somos sempre nós e não os outros os únicos e principais responsáveis pelos erros, equívocos e pecados que praticamos e que, na maioria das vezes, não temos humildade suficiente para voltar atrás, retomar o caminho para começar de novo e construir um novo resultado. Quando o fazemos, aí, então, damos, para nós mesmos e para os outros, no mínimo, um excelente exemplo de dignidade e fé cristã! É que, com o coração fechado e a mente não disposta a refazer conceitos, mas, sempre se dispondo a cultivar mágoas, tristezas e ressentimentos, nos tornamos seres fracos e, portanto, totalmente vulneráveis e sujeitos aos impiedosos ataques dos nossos adversários que estão sempre atentos à espera do momento mais propício para nos ferir, na crença satânica de que, assim agindo, podem saciar sua sede de poder bestial. Logo, se quisermos alcançar mudanças reais e positivas na nossa vida pessoal e na vida política do país, temos que, antes e acima de tudo, começar por mudar os nossos hábitos conforme acima está descrito. A partir daí, é que vamos estar em condições de exercer, de forma competente, sadia e patriótica, a CIDADANIA que, a duras penas conquistamos, com o sacrifício de muitas pessoas – que nem sequer nos conheciam - e que, de forma solidária e cristã, lutaram por todos nós, muitas vezes, sem alarde e no anonimato! A partir daí, é que vamos começar a SER CIDADÃOS DE PRIMEIRA CLASSE. Mas, é no dicionário da vida que cada um de nós constrói no seu dia-a-dia a cidadania que a grande maioria da população ainda não sabe usar. Urge, pois, darmos o primeiro passo! Para tanto, temos que aprender a gostar de nós mesmos, defender, com fé e orgulho a terra onde nascemos e/ou que adotamos para viver com nossas famílias num continuado processo de interação com outras famílias. Mas, essa terra nós a conhecemos pelo abençoado nome de PÁTRIA cuja melhor definição consta do Discurso proferido por RUI BARBOSA, em 1903, numa solenidade de formatura na cidade de Friburgo / RJ. Ei-la, a seguir: “A pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação. A Pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. “Os que a servem são os que não invejam, os que não infamam, os que não conspiram, os que não sublevam, os que não desalentam, os que não emudecem, os que não se acobardam, mas resistem, mas ensinam, mas esforçam, mas pacificam, mas discutem, mas praticam a justiça, a admiração, o entusiasmo. “Porque todos os sentimentos grandes são benignos, e residem originariamente no amor. No próprio patriotismo armado o mais difícil da vocação, e a sua dignidade, não está no matar, mas no morrer. A guerra, legitimamente, não pode ser o extermínio, nem a ambição: é simplesmente a defesa. Além desses limites, seria um flagelo bárbaro, que o patriotismo repudia.” Resumo: Se todos os brasileiros lessem e refletissem sobre essa magnífica lição de civismo, quase todos os “nossos” agentes políticos eleitos e que tem estado no Poder, a partir da Constituição Federal de 88, – não agiriam como “vampiros e apátridas” sugando os Cofres Públicos da Nação que são os Bancos de Sangue onde estão depositados o suor e o sangue de todos os brasileiros que trabalham e pagam impostos.

LUIZ ABRAHÃO SEFAIR

A resposta, em sã consciência, é não! Louvo a intenção dos autores do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente , mas, a bem da verdade, tudo o que tem acontecido contra os jovens e adolescentes, desde então, resulta de alguns equívocos e incoerências nele insertos! Ao proibir o trabalho para menores de 16 anos, por exemplo, o ECA deveria defender a implantação em todo o território nacional de um sistema educacional que adotasse o sistema de Escola Pública Integral o que, infelizmente, não ocorreu. A transformação do serviço militar obrigatório em serviço semi-profissionalizante é outra medida que já deveria ter sido tomada. Ora, a ausência da Escola Integral, no mais das vezes, estimula a vadiagem que é praticada não só nas ruas, mas, na maioria dos casos, dentro das próprias casas, diante, por exemplo, dos aparelhos de TV, dos vídeo games e do uso indisciplinado da internet – salas de bate papo, msn, por exemplo, etc. Resultado: Pais e Professores estão sendo prejudicados no cumprimento do seu principal papel que é EDUCAR nossas crianças e jovens, moldar o seu caráter preparando-os para os múltiplos e crescentes desafios da vida futura. Mas, a proibição do trabalho, a bem da verdade, não é o problema maior! A questão é que, nossas Escolas Públicas não oferecem vagas suficientes para atender à demanda que cresce de forma gigantesca e, ainda por cima, – com exceção de algumas poucas (CAIC’s) – não estendem os seus horários para educar, profissionalmente, os nossos jovens a fim de dar a eles o senso da responsabilidade ajudando-os a desenvolver sua auto-estima, se sentirem úteis e, portanto, valorizados e dignos, conscientes de que possuem inúmeros talentos que precisam apenas ser estimulados para que aflorem. Com a proibição legal do trabalho e a ausência de uma política educacional para jovens através de um projeto de ocupação sadia do tempo, nossos filhos, na sua esmagadora maioria, ficam entregues à ociosidade que é o primeiro passo para se tornarem presas fáceis de más companhias, e, portanto, vulneráveis. Graças a essa vulnerabilidade, muitos acabam fazendo o que não devem e são atraídos para o mundo da perdição e do crime onde imperam o tráfico e o uso de drogas, a prostituição, o desrespeito, os seqüestros, os furtos, os assaltos, os assassinatos, a corrupção, o desamor, enfim, a indisciplina e todas as demais formas de violência. As ruas, como sabemos, nunca foram uma boa escola! Mas, a TV brasileira, se tomarmos por base a programação perversa das principais emissoras, transformou-se numa Universidade do Crime, posto que, sobretudo, nos horários mais nobres, a ética e o respeito aos valores de família, deram lugar à Orgia Televisiva dos dias atuais. De forma bestial, nojenta e satânica, diante dos olhos omissos de sucessivos Governos, “nossa” TV, confunde liberdade de expressão, com libertinagem. Quase toda a programação é voltada para o consumismo e a banalização do sexo. Com isso, acabam poluindo as mentes das nossas crianças e jovens provocando, a desagregação das famílias o que, inevitavelmente, resulta na desintegração completa da sociedade como um todo, pois, a TV “proíbe” o diálogo entre Pais cujos Filhos, em conseqüência, não dialogam entre si. Enfim, um verdadeiro caos em termos de relação familiar! Ora, enquanto tivermos um ensino de má qualidade e os Governantes não se interessarem em criar regras disciplinadoras da programação de TV objetivando fazer com que esse importante veículo de comunicação social seja, eminentemente educativo e interaja com Pais e Professores, auxiliando-os na difícil missão de educar nossas crianças e jovens, moldar o seu caráter e prepará-los para os desafios da vida futura, não conseguiremos reduzir os índices de violência em nosso país. Para reverter situações como essa, a sociedade tem que sair da toca, deixar de ser egoísta, descruzar os braços e se mobilizar. Ter coragem cívica, portanto! Ainda há tempo! Basta darmos o primeiro passo!

LUIZ ABRAHÃO SEFAIR

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