Nossa vida é um Dom divino que, no mais das vezes, não nos dispomos a usar de forma adequada objetivando preservar-lhe, não o tempo, porquanto, este pertence a Deus – o criador de tudo e de todos! -, mas, a saúde, vista esta, no seu sentido mais amplo. A saúde física e orgânica, por exemplo, nós a preservamos com uma boa alimentação, com exercícios físicos orientados e diários, planejamento das nossas ações – na família, nos estudos, no trabalho, enfim, em nossas casas ou fora delas! A SAÚDE MORAL E ÉTICA, nós a preservamos através dos nossos atos, do nosso comportamento diário, na vida familiar e na vida em sociedade. Já a saúde financeira depende de sabermos exercer o governo da nossa vida estabelecendo prioridades e evitando, ao máximo, os gastos supérfluos que dão despesas totais e nenhum retorno. Logo, se formos descuidados, em algum momento e agirmos como se fôssemos imbecis, o tropeço pode ser fatal, pois, em quaisquer dessas circunstâncias, nossa saúde ficará debilitada e os riscos de sermos atacados pelo sofrimento causado pela falência múltipla dos órgãos, será inevitável! Por força do hábito, quase sempre agimos por emoção, somos atacados de cegueira momentânea e ficamos impossibilitados de enxergar o óbvio. Vale dizer: fazemos o que é errado e só nos damos conta disso pouco ou muito tempo depois! A partir daí, quando ainda estamos mentalmente sadios, nos pomos a chorar o leite derramado esquecidos de que o choro não adianta e não resolve o problema criado pela vaidade, pelo egoísmo e pela inveja que, quase sempre, nos conduzem ao orgulho, à arrogância e à mentira. MORAL DA HISTÓRIA: somos sempre nós e não os outros os únicos e principais responsáveis pelos erros, equívocos e pecados que praticamos e que, na maioria das vezes, não temos humildade suficiente para voltar atrás, retomar o caminho para começar de novo e construir um novo resultado. Quando o fazemos, aí, então, damos, para nós mesmos e para os outros, no mínimo, um excelente exemplo de dignidade e fé cristã! É que, com o coração fechado e a mente não disposta a refazer conceitos, mas, sempre se dispondo a cultivar mágoas, tristezas e ressentimentos, nos tornamos seres fracos e, portanto, totalmente vulneráveis e sujeitos aos impiedosos ataques dos nossos adversários que estão sempre atentos à espera do momento mais propício para nos ferir, na crença satânica de que, assim agindo, podem saciar sua sede de poder bestial. Logo, se quisermos alcançar mudanças reais e positivas na nossa vida pessoal e na vida política do país, temos que, antes e acima de tudo, começar por mudar os nossos hábitos conforme acima está descrito. A partir daí, é que vamos estar em condições de exercer, de forma competente, sadia e patriótica, a CIDADANIA que, a duras penas conquistamos, com o sacrifício de muitas pessoas – que nem sequer nos conheciam - e que, de forma solidária e cristã, lutaram por todos nós, muitas vezes, sem alarde e no anonimato! A partir daí, é que vamos começar a SER CIDADÃOS DE PRIMEIRA CLASSE. Mas, é no dicionário da vida que cada um de nós constrói no seu dia-a-dia a cidadania que a grande maioria da população ainda não sabe usar. Urge, pois, darmos o primeiro passo! Para tanto, temos que aprender a gostar de nós mesmos, defender, com fé e orgulho a terra onde nascemos e/ou que adotamos para viver com nossas famílias num continuado processo de interação com outras famílias. Mas, essa terra nós a conhecemos pelo abençoado nome de PÁTRIA cuja melhor definição consta do Discurso proferido por RUI BARBOSA, em 1903, numa solenidade de formatura na cidade de Friburgo / RJ. Ei-la, a seguir: “A pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação. A Pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. “Os que a servem são os que não invejam, os que não infamam, os que não conspiram, os que não sublevam, os que não desalentam, os que não emudecem, os que não se acobardam, mas resistem, mas ensinam, mas esforçam, mas pacificam, mas discutem, mas praticam a justiça, a admiração, o entusiasmo. “Porque todos os sentimentos grandes são benignos, e residem originariamente no amor. No próprio patriotismo armado o mais difícil da vocação, e a sua dignidade, não está no matar, mas no morrer. A guerra, legitimamente, não pode ser o extermínio, nem a ambição: é simplesmente a defesa. Além desses limites, seria um flagelo bárbaro, que o patriotismo repudia.” Resumo: Se todos os brasileiros lessem e refletissem sobre essa magnífica lição de civismo, quase todos os “nossos” agentes políticos eleitos e que tem estado no Poder, a partir da Constituição Federal de 88, – não agiriam como “vampiros e apátridas” sugando os Cofres Públicos da Nação que são os Bancos de Sangue onde estão depositados o suor e o sangue de todos os brasileiros que trabalham e pagam impostos.
LUIZ ABRAHÃO SEFAIR