Evangélicos e evangélicos; católicos e católicos; políticos e políticos; médicos e médicos; advogados e advogados; juízes e juízes; promotores de justiça e promotores de justiça; policiais e policiais; servidor público e servidor público; emissoras de TV e emissoras de TV, etc, etc, etc, ( mil etcs! ). Se não somos iguais, uns aos outros, não é correto e nem justo julgarmos todas as pessoas de um determinado grupamento social em função dos erros e/ou acertos praticados por uma ou mais pessoas desse mesmo segmento. O episódio envolvendo o casal de Pastores da Igreja Evangélica Renascer, por exemplo, merece ser condenado por todos os homens e mulheres de bem de todos os setores da sociedade, indistintamente! Todavia, o fato e o envolvimento do casal, em si, por uma questão de justiça, não pode significar que todos os membros dessa Igreja – e de tantas outras – sejam capazes de praticar atos semelhantes aos praticados por aqueles dois infelizes espertalhões. De igual forma, não é justo que queiram estender a todos os Padres da Igreja Católica a pecha de homens de caráter sujo pelo simples fato de alguns ou muitos deles estarem sendo acusados de práticas pedófilas e/ou outras da mesma linhagem. Nem se deve julgar todos os Pastores das Igrejas Evangélicas como sendo da mesma laia daqueles deputados-evangélicos que foram flagrados transportando dinheiro na cueca. Ora, se alguns ou muitos juízes são capazes de vender sentenças com o objetivo de se locupletarem com ganhos financeiros fáceis, cometem grave erro de avaliação aqueles que generalizam e passam a afirmar serem todos os juízes iguais entre si e capazes, portanto, das mesmas ilicitudes. Os dedos das mãos e suas respectivas impressões digitais por acaso são iguais? Serão bandidos todos os moradores das favelas, só porque alguns deles estão envolvidos com tráfico de drogas e outros tipos de crime? É certo que não! Logo, temos que tomar muito cuidado com a crítica e, em hipótese alguma, devemos conceituar de bandida toda uma comunidade só porque alguns ou muitos dos seus membros resolveram caminhar pelos caminhos tortuosos e condenáveis do crime seja ele organizado ou não. Afinal, se não é correto e nem justo que alguém pratique qualquer tipo de crime, de natureza leve ou grave, também não agimos corretamente quando, nivelando por baixo, resolvemos julgar todos por uns!
LUIZ ABRAHÃO SEFAIR