O Povo brasileiro tem sido, impiedosamente, enganado há décadas! Entra governo, sai governo, nada muda! As promessas são repetidas por quase todos, mas, na essência, nenhuma mudança significativa em favor da Nação que, ao contrário, continua sendo iludida por conta das medidas paliativas produzidas pelo assistencialismo barato, cruel e indigno com o que, quem está no Poder busca nele permanecer. Têm, quase todos, o objetivo – não declarado - de se perpetuarem no poder para dele se locupletarem. Apesar, por exemplo, dos escândalos da corrupção – que prolifera – e da má utilização do dinheiro público, os responsáveis por tantas irresponsabilidades, quando descobertos, não sofrem a devida punição exemplar porquanto se protegem sob o manto impróprio da imunidade para, através desse privilégio, conquistarem o bem que mais almejam: a impunidade. Apesar de todos sabermos que o principal e mais grave problema do país é de natureza educacional, os sucessivos Governos, por conta de sua índole demagógica, imediatista e apátrida, não cuidaram de estabelecer regras tais que possam solucioná-lo de forma definitiva, posto que, em se tratando de Educação não há como solucionar o problema e corrigir os erros e falhas acumulados ao longo dos anos de tapeação oficial e farra, num espaço de tempo inferior a 30 anos. É isso mesmo! Trinta anos, pois, um novo e moderno projeto educacional tem que ser aplicado em todo o país, a partir da 1ª infância, na pré-escola. Mesmo assim, é necessário, urgente e imprescindível, que sejam criadas regras disciplinadoras da programação de TV, a fim de que, no lugar da violência moral e ética e do lixo televisivo dos dias atuais – cujo destaque são as novelas e os programas humorísticos de baixo nível -, sejam priorizados programas educativos do tipo Globo Ecologia, Tele-Curso 2000 e muitos outros existentes em todas as emissoras concessionárias desse serviço. Para que cheguemos a isso, basta que tenhamos na chefia do Governo Central e no Congresso Nacional, pessoas de espírito nacionalista, de caráter inteiramente limpo e despidos da vaidade de quererem colher resultados imediatos de suas ações. Governantes responsáveis e sérios são aqueles que seguem as lições dos plantadores de tâmaras do Oriente Médio que plantam para as gerações futuras e, quase sempre, não vivem o tempo suficiente para saborearem os frutos da primeira colheita que leva quase 100 anos para acontecer. Pois bem! A moral de toda essa história é muito simples! Em tudo na vida, se agirmos como apressadinhos, não vamos chegar a alcançar os resultados desejados. É como diz o ditado popular: quem tem pressa, come cru! Ou não é isso o que sempre nos acontece? Resumo: faz tempo que o Brasil está assim: virado de cabeça para baixo e de pernas para o ar. Mas, a bem da verdade, essa situação tão deprimente e injusta, se assemelha à de uma camisa mal abotoada que, há dezenas de anos, ninguém se atreve a desabotoar para corrigir o erro e abotoar, corretamente, colocando cada botão na respectiva casa. Mas, a solução das questões educacionais, convenhamos, está em nós mesmos! Nas nossas mãos, na nossa consciência cívica e nas nossas mentes. Temos, apenas e tão somente, que tomar uma atitude patriótica para viabilizá-la. É simples! Junto com o nosso direito de votar, temos que começar, já a partir das eleições de outubro de 2008, a exercitar o nosso irrecusável e intransferível dever de votar direito! Como? É simples, também! Basta que examinemos, antes, a vida passada e presente dos candidatos em quem temos vontade de votar e só fazermos opção de voto em favor daqueles cujas histórias de vida sejam pontilhadas de atitudes honestas, dignas e honradas. Vale dizer: temos que optar por aqueles que, além da reconhecida vocação para o trabalho produtivo, tenham identidade histórica com os valores morais e éticos!
LUIZ ABRAHÃO SEFAIR